terça-feira, 18 de setembro de 2012


Literatura Contemporânea




Rubem Fonseca (1925)**

*Vida: Nasceu em Juiz de Fora, mas desde os oito anos passou a morar no Rio
de Janeiro, onde formou-se em Direito pela antiga Universidade do Brasil.
Durante certo período tornou-se policial, experiência que lhe permitiu
contato direto com os setores marginais do Rio. Mais tarde estudou
Administração nos Estados Unidos. Em seu retorno ocupou cargos de destaque
na atividade empresarial. A sua estréia, em 1963, com os contos de* *Os
prisioneiros* *não teve grande repercussão, apesar da novidade temática e
estilística dos mesmos. Em 1975, a censura do regime militar, por razões
morais, proibiu o livro de contos* *Feliz ano novo*.*O fato tornou-o um
escritor célebre. A partir de então passou a ser considerado o principal
ficcionista brasileiro pós-Guimarães Rosa, embora alguns críticos valorizem
os seus contos em detrimento de seus romances, considerados menores, exceto*
 *O Caso Morel* *e* *A grande arte*. *Muitas das criações do ficcionista
foram adaptadas para o cinema e para a tevê*.

Obras principais:

*Contos:* *Os prisioneiros (1963); A coleira do cão (1965); Lúcia McCartney
(1970); Feliz ano novo (1975); O cobrador (1980);Buraco na parede (1993); A
confraria dos espadas (1998); Secreções, excreções e desatinos (2001);
Pequenas criaturas (2002)*
*Romances*: *O caso Morel (1973); A grande arte (1983); Buffo e Spalanzanni
(1985); Vastas emoções e pensamentos imperfeitos (1988); Agosto (1990).*
*Novela*: *Do meio do mundo prostituto, só amores guardei ao meu charuto
(1997)*
Sua carreira iniciou-se pelo conto. Ao lado de *Dalton Trevisan*, ajudou a
revolucionar a história curta no país. Desde o seu livro de estréia
apresentou um texto despojado, áspero, na trilha que remonta à ficção
americana contemporânea, em especial a *Hemingway*, a *Raymond Chandler* e
a *Dashiel Hammet*. Como nenhum outro escritor brasileiro das últimas
décadas do século XX, *conseguiu registrar a vida urbana moderna naquilo
que ela tem de inesperado, pungente e assustador*.
Com uma inesgotável amplitude de experiências e observações, tornou-se
capaz de escrever com a mesma verossimilhança sobre halterofilistas e
executivos, marginais e financistas, delegados de polícia e assassinos
profissionais, garotas de programa e pobres diabos que vagam sem destino
pelas ruas do Rio de Janeiro. Tem, pois, como matéria-prima os dois
extremos da nação: os que vivem à margem do sistema e os que constituem o
núcleo privilegiado do mesmo.
Várias de suas histórias (em especial, os romances) são apresentadas sob a *estrutura
de uma narrativa policial*. Há um crime ou um mistério a ser desvendado.
Por isso muitos dos personagens principais em sua obra são delegados,
inspetores, detetives particulares ou ainda advogados criminalistas. Para *Rubem
Fonseca*, mais do que deslindar o ato criminoso, interessa registrar o
cotidiano terrível das grandes cidades e, simultaneamente, por a nu os
dramas humanos desencadeados pelas ações transgressoras da ordem.

1ano B nº17

Nenhum comentário:

Postar um comentário